1) Gostas do teu nome, sentes-te bem com a tua idade e de onde vens?
Chamo-me Maria da Conceição Carmo Valente da Silva Soares…. Sempre me trataram por São, amigos e familiares, mas na verdade prefiro ser chamada por Conceição. Sou natural de Matosinhos, vivi em Leça da Palmeira, Senhora da Hora, atualmente vivo em Vila Nova de Gaia.
2) Profissão
Sou uma mulher muito dinâmica, gosto de trabalhar sentir-me útil, sou ambiciosa, quero evoluir em tudo que faço! Comecei a trabalhar aos 11 anos, numa pastelaria, enquanto estudava à noite. Trabalhei durante alguns anos no hotel Sheraton do Porto, fui comercial em algumas empresas, tive duas pastelarias, uma à exploração e a outra criada por mim. Tive também algumas experiências na TV (SIC), também como modelo fotográfico, mas atualmente dou Formação nos cursos profissionais na área da pastelaria e housekeeping. Nos tempos livres gosto de conviver em grupo de amigos/as, de cuidar de mim, adoro viajar, conhecer pessoas, e principalmente estar com as pessoas que mais amo, a minha família..
3) Qual o acontecimento mais especial da tua vida?
O acontecimento que mais me marcou, e o que se tornou ser mais especial para mim, foi ser mãe, apesar do meu filho ter feito com que a minha vida desse uma volta de 360 graus. Nessa altura tive que deixar de trabalhar para me dedicar a ele 24 horas por dia, fiz esse sacrifício de forma a proporcionar-lhe uma vida melhor do que a que eu tive.
4) Tens sonhos por concretizar. Quais?
Sim, tenho muitos sonhos por realizar, mas na verdade, quem não os tem? Sonho desde muito novinha vir a realizar o maior sonho da minha vida que é fazer um cruzeiro pelo mundo. Crescer cada vez mais na minha vida profissional, vir a ter uma escola de formação e poder ensinar o que eu realmente sei fazer. Encaro sempre todos os desafios que me são propostos ao longo da vida, sempre com muita adrenalina…
5) A tua história resumida
Eu costumo dizer que se fosse a escrever tudo o que a minha vida foi e é, escreveria um livro com o um mínimo de 365 páginas, e na verdade não seriam suficientes.
Comecei a trabalhar aos 11 anos, sai da 4º classe e não segui no ensino normal, trabalhava e estudava à noite, pois a vida da minha mãe era muito difícil, sendo que nessa altura ela se separou do meu Pai, e com muita tristeza e mágoa digo que não foi só dela que o meu Pai se separou. Foi uma vida de muito sacrifício, mas tive oportunidade de crescer e encarei sempre a vida de forma positiva e lutei sempre pelo que queria.
Jurei que nunca iria querer que um filho meu passasse pelo o que passei, e que nunca sentisse o que me faltou durante muito tempo, a presença e o amor de Pai.
Tive muita dificuldade em me relacionar com alguém, e sentia alguma relutância a confiar em homens. Relacionei-me com uma pessoa que me fez sofrer muito, mas superei essa fase da minha vida e passados 5 anos casei-me e a minha vida mudou. Tive o meu filho aos 32 anos, e não trocaria esse dia por nada deste mundo.
Luto para ser feliz, e quero tudo de bom para a vida do meu filho. Tenho muito que agradecer à minha mãe que ocupou o lugar de dois pais e que trabalhou cerca de 18 horas por dia para que nada me faltasse a mim e à minha irmã. Ao fim de 22 anos reencontrei o meu pai, e embora ele se encontre na Bélgica e eu em Portugal, mantemos uma relação de Pai e Filha, porque é importante nunca nos esquecermos das nossas origens e ele será a ser sempre um Pai, o meu Pai.