1) Gostas do teu nome, sentes-te bem com a tua idade e de onde vens?Sim gosto. Se o escolhia? Não, mas se a minha querida mãe gostou e chamou-me DINA, adoro-a, aceito porque ela deu-me o nome que mais adorava para a filha que tanto queria.Também percebi que não sendo muito popular, há mesmo muita gente que me conhece, porque é pequeno, fácil de memorizar.Não gosto dos enormes nomes que têm Dina, (leopoldina, Bernardina, etc).Na escola chamavam-me Toyota Dyna.Sinto-me muito bem aos 49 anos, nunca escondo a idade, nem minto dizendo menos, acho ridículo, fico muito feliz por ter conseguido chegar aqui. Embora tente parecer bem, preocupo-me moderadamente com o aspecto. Porque nós somos o interior a nossa índole, o que se vê é apenas a embalagem.Felizmente, a idade passa para todos, ninguém é eternamente jovem.Nasci em casa, em Vila do Conde. Vivi até aos 18 anos perto do Porto, no Forno. Onde fui muito feliz.Depois vivi na Linha e adorei, só regressei ao Porto aos 28 anos.
2) Profissão
Neste momento quero realmente trabalhar como relações publicas, na vertente comercial.Não como presença de nada, porque não sou nem nunca fui figura publica. Embora tenha participado em programas de televisão, foi sempre num contexto completamente diferente.Adoro conversar, tenho uma apetência inata para conhecer pessoas e desenvolver parcerias, projetos e vender.Decidi em 2014 que é esse o rumo.Tenho formação primeiro na área da estética avançada, mais tarde já depois dos 40 em Serviço Social, mas são trabalhos que faço se preciso, no entanto não são o que quero fazer.
3) Qual o acontecimento mais especial da tua vida?Mesmo sendo repetitivo.Para mim os grandes feitos que deixo nesta passagem terrena, são sem sombra de duvida, ser mãe.Em pequena sonhava ser hospedeira, modelo, atriz, e escritora, mas sempre e acima de tudo mãe.Fui abençoada três vezes, com os melhores filhos do mundo.Todos diferentes, todos únicos, com as qualidades e defeitos inerentes a cada ser humano, mas pessoas com carater, valores e posturas, que me enchem de orgulho.Tive a felicidade de ter filhos em fases diferentes da minha vida. Fui mãe aos 25, aos 34, e aos 42.É arrebatador e o melhor da vida.Ser avó foi muito especial.Depois em fases diferentes tive momentos tão bons tão especiais que seria injusto escolher só um.A vida presenteia-nos com passagens idílicas, para nos compensar das adversidades que também temos que saber enfrentar. Adoro viver!!!
4) Tens sonhos por concretizar. Quais?
"O sonho comanda a vida". Claro que sim.Não sendo uma pessoa que adora viajar. Quero voltar ao Rio de Janeiro (onde fui tão imensamente feliz).Mas para desfilar numa escola de samba, num carnaval.Quero ir a Nova York, sentir o cheiro dos hotdogs, provar, e sentir-me num filme Americano.Quero ser entrevistada no Alta Definição pelo Daniel Oliveira. E quero escrever um livro.( Isto quero desde sempre).Quero ver o meu filho como bailarino na melhor companhia que ele conseguir trabalhar.Quero ver a minha filha feliz com a família dela (ver crescer o meu neto). Quero ver o meu filho O. crescer e ser feliz. Tudo sonhos possíveis de concretizar, porque nunca desejo impossíveis, não sou megalómana nem a sonhar.
5) A tua história resumida
A minha história é realmente uma grande história.Mas deixo-a para o meu livro, é tão grande, que será uma trilogia no mínimo, quero contá-la só na minha velhice.Quero saborear o passado.Mas o importante é que fui muito feliz, porque a vida é assim! Perfeita na sua imperfeição.Bom ano.2014 foi um ano com 8 e 80.Fui avó (uma estranha maravilhosa sensação). Uma nova fase da vida, para desfrutar.Fiz novos amigos, perdi alguns para sempre (porque só a morte é definitiva).Percebi que havia pessoas que já não se ajustavam à minha vida, encontrei outras com quem me sinto bem.Mas essencialmente estive com aqueles que não escolhi mas que são realmente os que amo e me amam incondicionalmente (mamy and kids). E a restante família que adoro.Percebi que caminho procuro e o que quero fazer da minha vida.O caminho faz-se caminhando.Cai, levantei-me, fiquei triste, animei-me.Mas acima de tudo tentei, esforcei-me. Não prejudiquei, porque acredito na lei do retorno.E vivi, de forma diferente, sem grandes festas, sem grandes necessidades, porque a idade vai passando, e se por um lado sou mais exigente, também por outro, relativizo tudo. Os pequenos momentos mais simples são os que me completam mais.Obrigada, aprendi muito, desejo que 2015 seja a continuação de tudo bom de 2014 e ainda mais.
01/01/15
Pro-Conhecer:Dina Rodrigues
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